26/04/2012

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida.

A Cultura da Segurança é incomum na maioria das organizações. Em seu lugar se desenvolve o Estigma Mitológico Apologético do crime ser sempre bem sucedido, que significa apenas dizer: "se o ladrão quiser, nada pode contê-lo"...

Será que esse mito existe para apenas justificar o baixo investimento das organizações em medidas de segurança? Não? Então, porquê o gestor muda seu comportamento assim que surgem fatos (crimes), saindo da inércia para tomar medidas urgentes e concretas de segurança? Segundo o mito, não seriam inúteis?

O que o sucesso criminoso torna claro é o fracasso da gestão de segurança, que normalmente não é priorizada, mas negligenciada sob uma justificativa, digamos, mitológica. Gestores inertes (rendidos por antecipação) não reajem aos riscos, somente aos fatos criminosos recém ocorridos na organização. Uma reação póstuma.

Veja o repeito que o "senhor" ladrão ganhou desse gestor, que adotou medidas criminosas para tentar amenizar seu problema de segurança.
O Estigma Mitológico Apologético gera e mantém essa inércia, que dura enquanto os gestores ainda estão se sentindo razoavelmente seguros, sem motivos aparentes para rompê-la. Entretanto, fatos criminosos fazem essa inércia desaparecer para dar lugar a atos de desespero dos gestores que, sob efeitos de traumas, passam a gastar dinheiro e a comprar "soluções", sem qualquer planejamento...

Depois do susto, a mitologia apologética do crime volta para esconder o fracasso fático da gestão. Nomes complicados para obscurecer os fatos e aliviar a vergonha dos gestores. Afinal, ser roubado por “semideuses do crime” é melhor que perder para simples “ladrões de galinha”: pobres, desnutridos e desqualificados. Desqualificados para o trabalho sim, mas ousados e bem sucedidos nos seus intentos criminosos.

Assim como o crime, a Segurança é um empreendimento. Requer vontade, planejamento, inteligência, capacitação, tecnologia, responsabilidade, comprometimento, sinergia e ousadia (investimento).

Em nosso sistema econômico (capitalista), investir é mesmo uma ousadia. Portanto, alguns gestores tremem ao terem que fazer os investimentos necessários em segurança, pois não sabem como empreender e nem a quem confiar uma consultoria - quanto custaria isso? Gestores leigos, sob os riscos das incertezas, só enxergam os custos das medidas de segurança e dos fatos criminosos, não os riscos.

Além de ser um complexo de problemas (econômico, social, técnico, operacional, financeiro...), a segurança também é um paradoxo moral: como um jovem “desqualificado” pode ter tanta dificuldade para conseguir um emprego nas organizações e tanta facilidade para roubá-las?  Seu crime lhe traria uma vantagem econômica e ainda faria uma prova perversa de sua "inteligência"...

Diante desse paradoxo e das demais circunstâncias que geram riscos, os gestores têm dificuldades para dar início às suas estratégias e políticas de segurança - nos parâmetros do sistema econômico capitalista. Com a atividade econômica da organização à todo vapor, focada apenas no lucro, os gestores dos problemas de segurança ficam em grandes dificuldades - como se tivessem que consertar um pneu furado sem parar o carro...

Sem plena noção dos riscos e das soluções para segurança, os gestores vão empurrando o problema com a barriga, sem investir em medidas preventivas. A miopia dos gestores é agravada porque não existem sintomas visíveis dos riscos (nem da segurança) como as evidências dos roubos e furtos - que já não seriam sintomas ou riscos, mas fatos.

Na segurança até o sucesso é invisível! Mesmo que os objetivos estratégicos estejam sendo plenamente alcançados na organização, ninguém vê. Por isso, muitos colaboradores acham que a segurança é uma luta inglória - o que nos traz de volta ao estigma mitológico apologético da criminalidade bem sucedida...

 Já as ações criminosas podem ser visivelmente bem sucedidas, além de tornar visível o fracasso da gestão de segurança. O furo na gestão de segurança é um vexame, público e notório. E o pior é que as ações criminosas bem sucedidas levantam suspeitas contra gestores e colaboradores da segurança: ganância, irresponsabilidade, incompetência, negligência, conivência e fraude na organização.

Ou seja, além do prejuízo material da organização, o sucesso de um evento criminoso ainda deixa um prejuízo moral para o gestor e seus colaboradores. Isto aumenta a responsabilidade dos que trabalham pela segurança.

Por isto, os gestores precisam rever suas estratégias para manter a sinergia na organização; os abnegados colaboradores precisam sempre rever suas funções táticas e técnicas; e os usuários dos sistemas estarem atentos às normas de utilização... Enfim, todos estarem comprometidos e interessados na segurança, cada um no seu papel, atribuição ou missão.

Estudos de vulnerabilidades e estratégias de segurança são baseados na experiência de eventos criminosos passados, bem sucedidos ou não. Com ajuda especializada, aprende-se até com eventos criminosos ocorridos em outras organizações. A cada nova ação criminosa (bem ou mal sucedida) se pode trazer algo útil para a gestão de segurança da organização vitimada, e às demais.


O gestor da Segurança deve sempre motivar e apoiar os colaboradores, visando manter a sinergia do grupo. Observar os comportamentos humanos, que provocam as falhas tecnológicas e outros riscos.

A prevenção e a vigilância são o ônus da segurança, pois os eventos criminosos têm natureza imprevista e inovadora. Neste jogo de inteligência, a vigilância eletrônica pode ser uma boa tática para reduzir os custos, aumentar a eficiência e a eficácia da tarefa de vigiar. Porém, esta tática deve estar aliada a outras medidas de segurança, formando um conjunto estratégico: o sistema de segurança da organização. Um Sistema que afaste a maioria dos eventos criminosos futuros, previsíveis e evitáveis, coibíveis e puníveis.

Como não existe segurança absoluta, a qualidade da segurança é sempre relativa. Esta "qualidade" fica relacionada ao processo estratégico da gestão de segurança; aos recursos humanos e tecnológicos disponíveis diante dos riscos que se quer controlar; ao nível de prevenção desses riscos; ao nível de eficiência e eficácia das medidas; ao grau de sinergia dos colaboradores; ao fiel cumprimento de metas estratégicas e tarefas operacionais, estabelecidas claramente.

A sinergia é criada e mantida pela Cultura de Segurança nas organizações. Sua ausência da traz de volta a Mitologia Apologética do Crime, como forma de justificar fracassos ocasionados pela falta de planejamento, investimentos, capacitação e treinamento na área de segurança privada.

Embora os problemas de segurança sejam complexos, é bastante comum que as organizações façam simples aquisições de sistemas de vigilância eletrônica, através dos setores de compras. Assim, essas tecnologias são negociadas como qualquer item da administração de compras, mantendo o foco apenas nas vantagens comerciais das transações e nos lucros imediatos da organização, não na segurança. Esse já seria o primeiro passo em direção ao fracasso.


O processo de coaching pode ajudar o gestor a desenvolver uma visão ampla da segurança, da sua vida pessoal e da organização, capacitando-se a criar estratégias com “noção integral”, visão clara do compartilhamento da missão; podendo ter melhor visão das atribuições específicas, dos limites das responsabilidades de cada colaborador; dos objetivos estratégicos de cada item de segurança implantado.

Sem essa capacidade, fica difícil para o gestor - que tem inúmeras atribuições na organização para torná-la lucrativa - fazer a coordenação estratégica e tática de um plano de segurança orgânica, com sinergia operacional.

No mercado da vigilância eletrônica, é rara a proposta de integração entre a tecnologia e a gestão tático-estratégica das organizações; que atenda as reais necessidades de segurança da organização, das pessoas, e respeitem as leis em vigor. O que existe é simples compra/ venda de objetos tecnológicos, de serviços de monitoramento e de pronta resposta. Comércio que pode trazer + risco.

12/04/2012

A Gestão da Segurança Imobiliária em Condomínios e Cidades Turísticas.

Por André Pereira da Silva

Este é o nome do Projeto de Pesquisa que estou desenvolvendo no programa de iniciação científica da Universidade Veiga de Almeida em parceria com o CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico, Ministério da Ciência e Tecnologia. A pesquisa conta com meus 17 anos de experiência na Rede ELETROGUARD de Segurança Eletrônica.


Justificativa:

Crimes de roubos, furtos, assaltos nas ruas e arrastões em condomínios vêm provocando medo nos moradores e desvalorização nos imóveis, em diversas localidades. O fenômeno da insegurança afeta a qualidade de vida dos moradores - e o valor dos imóveis - até em condomínios fechados, onde existe a presunção da segurança “total”. A crescente violência urbana torna as moradias vulneráveis, vez que bancos e joalherias estão cada vez mais protegidos. Isto exige uma Gestão Imobiliária que integre uma segurança eficaz nos imóveis.

A segurança pública e privada tem atribuições limitadas por lei, tarefas e responsabilidades compartilhadas: Síndicos, porteiros, vigias, vigilância eletrônica, vigilância armada, polícia federal, civil, militar... As milícias também têm suas áreas e “regras” de atuação. Neste cenário, o Gestor Imobiliário responsável deve desempenhar seu papel na segurança, respeitando os limites legais. Deve entrar em sinergia com os demais agentes para gerar segurança nos imóveis e bem estar aos moradores, propiciando os negócios imobiliários.

A Segurança é um valor agregado aos imóveis. Um valor que deve ser cultivado e preservado.

Este projeto de pesquisa pretende colher dados e informações úteis para auxiliar a Gestão de Segurança Imobiliária em Condomínios e Cidades Turísticas.



QUESTIONÁRIO DA PESQUISA

Abra a janela de comentário e responda o questionário citando apenas os números das perguntas com as letras das respostas escolhidas, como num gabarito de prova.


Escolha uma resposta.

1- Você se sente seguro nesta cidade?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança em casa e nas ruas.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

2- Você confia nos agentes Públicos de segurança?

A- ( ) SIM. Confio nas Instituições de polícia Civil, Militar e Federal.

B- ( ) SIM. Confio nos policiais que eu conheço.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com policiais e faço pela segurança o que posso fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso, contrato segurança privada.


Escolha uma resposta.

3- Você confia nos agentes Privados de segurança?

A- ( ) SIM. Confio nas Empresas de Vigilância Armada, fiscalizadas pela polícia federal.

B- ( ) SIM. Confio nas Empresas de Vigilância Eletrônica tradicionais.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com essa gente e resolvo tudo sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso de segurança eu chamo a polícia.


Escolha uma resposta.

4- Você confia nos serviços e tecnologias utilizadas na Vigilância Eletrônica?

A- ( ) SIM. Confio nas tecnologias geridas pelo Estado.

B- ( ) SIM. Confio nas tecnologias geridas por empresas privadas.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Preservo minha privacidade e evito contato com essas tecnologias.

E- ( ) NÃO. Públicas ou Privadas acho que essas tecnologias são muito perigosas.


Escolha uma resposta.

5- Você acha que os agentes da segurança pública são os mesmos que fazem a segurança privada?

A- ( ) SIM. Creio que a maioria dos donos de empresas de vigilância privada são policiais.

B- ( ) SIM. Creio que a maioria dos que trabalham em empresas de vigilância privada são policiais.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que dizer.

D- ( ) NÃO. Os donos das empresas de vigilância privada não são policiais, são apenas empresários.

E- ( ) NÃO. Os empregados das empresas de vigilância privada não são policiais.


Escolha uma resposta.

6- Você discorda ou concorda com a venda de armas de fogo registradas no país?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Escolha uma resposta.

7- Você discorda ou concorda com a venda de armas de fogo clandestinas no país?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Escolha uma resposta.

8- Você acha que os investimentos públicos e privados em segurança são:

A- ( ) Um gasto público desnecessário.

B- ( ) Um investimento público necessário.

C- ( ) Um gasto privado desnecessário.

D- ( ) Um investimento privado necessário.


Escolha uma resposta.

9- Você acha seu condomínio seguro?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança nas áreas comuns.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

10- Você acha sua residência segura?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança em casa.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas de segurança e faço o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas de segurança contratando ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

11- Você confia nos agentes de segurança contratados por seu condomínio?

A- ( ) SIM. Confio nos funcionários de empresas terceirizadas.

B- ( ) SIM. Confio nos funcionários do condomínio.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com essa gente e protejo minha casa sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso de segurança eu chamo a polícia.


Escolha duas respostas.

12- O que você mais preza numa moradia:

A- ( ) O status e o glamour de morar bem.

B- ( ) A liberdade de transitar em áreas seguras.

C- ( ) A solidariedade entre os vizinhos.

D- ( ) A privacidade diante de vizinhos.


Escolha duas respostas.

13- O que você preza mais numa moradia:

A- ( ) O conforto e a beleza do lugar.

B- ( ) A harmonia e a segurança do lugar.

C- ( ) O preço de venda e revenda do imóvel.

D- ( ) O custo de manutenção.


Escolha duas respostas.

14- O que você preza mais numa moradia:

A- ( ) A proximidade do trabalho.

B- ( ) A proximidade da natureza.

C- ( ) A proximidade de amigos e parentes.

D- ( ) A proximidade de um posto policial.


Escolha duas respostas.

15- Em sua opinião, a segurança imobiliária é:

A- ( ) Responsabilidade do condomínio.

B- ( ) Responsabilidade sua.

C- ( ) Responsabilidade de todos.

D- ( ) Responsabilidade do Estado.


Escolha duas respostas.

16- Diante de um arrombamento/ furto na sua casa, de quem você gostaria de obter apoio imediato?

A- ( ) De seu vizinho ou parente.

B- ( ) Do síndico ou funcionário do condomínio.

C- ( ) Da polícia.

D- ( ) De alguma autoridade conhecida.


Escolha duas respostas.

17- Diante de um arrombamento/ furto na sua casa, a quem você deveria responsabilizar?

A- ( ) Seu vizinho ou parente.

B- ( ) O síndico ou funcionário do condomínio.

C- ( ) A polícia.

D- ( ) O governo.


Escolha duas respostas.

18- Você acha que existe solidariedade das pessoas pela segurança?

A- ( ) SIM. Conto com a solidariedade dos vizinhos nas questões de segurança.

B- ( ) SIM. Conto com a solidariedade dos funcionários nas questões de segurança.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que dizer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha duas respostas.

19- Em sua opinião, a Gestão Imobiliária deve visar, prioritariamente:

A- ( ) O conforto e bem estar do morador.

B- ( ) A Segurança dos imóveis.

C- ( ) A valorização dos imóveis.

D- ( ) O patrimônio coletivo.

E- ( ) O patrimônio privado.


Escolha uma resposta.

20- Você concorda com o trecho do Artigo 144 da Constituição da nossa República que diz: “Segurança, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos” ?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Faça comentários e acrescente algo que faltou na pesquisa.

11/10/2011

QUEBRA-MOLAS: o novo instrumento do CRIME.

Por André Pereira da Silva

Assaltantes já não precisam colocar obstáculos no meio da pista para roubar e sequestrar os motoristas entre Cabo Frio e Búzios(RJ); eles já estão lá.

Proibido pelo Art. 94 e 95 do Código de Trânsito Brasileiro e pelas Resoluções do CONTRAN Nº 39/98 e 336/2009, o "quebra-molas" não é solução de segurança no trânsito: é um instrumento de roubo, fraude e compra de votos nos municípios. Uma farsa com algo que parece dar segurança, que parece ser legal (por ser implantado por órgãos oficiais nas vias públicas) mas, que viola a constituição da república e a lei de trânsito brasileira.

Todos devem saber que o "quebra-molas" é totalmente ilegal - além de imoral e imbecil quando utilizado para dar segurança ao trânsito. Entretanto, algo muito inteligente, quando utilizado para finalidades criminosas como fraude, compra de votos, corrupção ou assalto à mão armada. Inteligente por enganar a todos, dando um "ar" de segurança e de legalidade a algo tão inseguro e ilegal.

A farsa dos "quebra-molas" tem sido a forma mais barata de políticos agradarem as famílias das vítimas de atropelamentos. Um placebo para dar satisfação à sociedade e aos eleitores, de maioria pobre e sem cultura (e sem carro), fáceis de enganar.

Essa farsa vem substituindo o planejamento, a sinalização e a educação no trânsito. Os municípios só fazem "quebra-molas" invés de calçadas, passarelas, ciclovias e acham mais fácil (e lucrativo) culpar (e multar) os motoristas por todos os acidentes de trânsito.

O "quebra-molas" se tornou o ideal tosco do movimento dos "sem-carro", incentivado por maus políticos, que fingem cuidar dos pedestres enquanto encobrem seus verdadeiros objetivos: 
1- engordar o CAIXA 2 do trânsito com multas e procedimentos clandestinos para extorquir os motoristas;
2- comprar os votos dos "sem-carro" com montinhos de terra cobertos com asfalto...

Com essa política corrupta e eleitoreira permanentemente realizada nas ruas da cidade, os motoristas proprietários de veículos ficam cada vez mais à mercê de ladrões: dos que surgem das comunidades carentes que cercam as vias de trânsito e daqueles que se tornaram a própria autoridade no trânsito...

As políticas neoliberais de segurança no trânsito estão se tornando cada vez mais criminosas, irresponsáveis e desastrosas, nas quais os gestores das vias públicas transformam motoristas em "vilões" para justificar a implantação de meios de tecnológicos de estorsão: os famosos "pardais". Tudo para alterar a opinião pública e aumentar a arrecadação clandestina com multas, reboques, estacionamentos e impostos. Uma festa da fraude e da corrupção, para a qual o Tribunal de Contas não foi convidado.

Com poder público e apoiados por eleitores "sem-carros", as Guardas Municipais incentivam e constroem esses obstáculos ilegais na pista, sem qualquer critério, obstruindo todas as ruas das cidades. O povão apoia essas "autoridades", que também apoia esse povão na obstrução das vias, sem qualquer repressão a isto. Resultado: qualquer um faz obstáculos nas vias públicas, sem qualquer padrão ou critério. Tudo isso gera ônus e riscos aos motoristas, ineficiência ao transporte de cargas e passageiros e cria um clima de guerrilha urbana, o que é ruim para todo mundo.

A imprensa também tem ajudado muito os políticos a transformarem os motoristas em vilões. Contudo, motoristas não são vilões, mas heróis. Os motoristas tem que ser super-heróis, com super-carros, para trafegar em meio à tantos buracos, quebra-molas, cavalos, bicicletas, carrinhos de pipoca, de bebê, pardais, guardas corruptos e ladrões nas ruas...

A população precisa de rapidez nos serviços de emergência. Mas repare o tempo que a polícia, o corpo de bombeiros, as ambulâncias levam para chegar até o local. Eles precisam reduzir a velocidade e poupar as viaturas, que se acabam nos quebra-molas enquanto vidas esperam pelo socorro...

Além de não educar (descumprindo o que manda a lei), os municípios da região estão estimulando uma conduta negligente, corrupta e criminosa. Isso é o que realmente faz pedestres e motoristas vítimas da falta de segurança no trânsito...

"O motorista está sujeito à acidentes, responsabilidade civil, multas e a diversos tipos de emboscadas..."

O motorista é perseguido nas vias de trânsito porque transporta ali um patrimônio vulnerável. A placa do veículo também indica como lhe subtrair dinheiro fácil. É sempre o motorista quem paga "o pato". Alguém já viu algum ciclista ser multado por andar na contra-mão? Já viu alguém pagar multa por deixar cavalos soltos na pista? Alguém já foi multado por ficar soltando pipa distraidamente no meio da rua com linhas de cerol? Alguém já foi punido por cortar o pescoço de motociclistas com o cerol dessas pipas?

A resposta é não! Sabe porque? Porque o que estão buscando no trânsito não é segurança, é dinheiro! Repare que a principal via de trânsito do Caminho de Búzios (bairro de Cabo Frio que não tem calçadas ou placas de sinalização) já está cheia de "quebra-molas"; e de pedestres andando no meio da rua... Se juntássemos todos os "quebra-molas" da cidade daria para fazer muitas calçadas para pedestres; que precisariam reaprender a utilizá-las.

Adeptos da demagogia (e da corrupção) usam os acidentes para transformar motoristas em vilões, vítimas em eleitores, tragédias em audiência. No final, tudo se converte em dinheiro. É o capitalismo neoliberal...

Cabe à nossa imprensa (também capitalista) esclarescer que o "quebra-molas" é um obstáculo ilegal a serviço da corrupção e do crime. Que isso causa ineficiência no transporte e "estorvo" para a população que trabalha, e precisa das vias de trânsito para se locomover. Que isso é uma agressão aos motoristas e aos turistas, que vem de lugares mais civilizados dirigindo seus carros.

Chega a me dar calafrios ouvir pessoas ignorantes pedindo aos políticos a construção de mais e mais "quebra-molas". Pedidos que são prontamente atendidos, com manifestações de apoio dessas mães que criam seus filhos soltos no meio da rua. Aliás, onde estão as creches e as ecolas municipais?

Os ladrões de veículos também agradecem essa "ajudinha" do poder público. Tudo em nome da "segurança no trânsito". De fato, os "quebra-molas" criam um ambiente propício aos crimes. Uma via segura para criminosos e insegura para motoristas.

Acompanhe no mapa do WikiCRIMES o aumento dos crimes na localidade. Faça você também o registro das ocorrências que souber, ou for vítima.




A EVOLUÇÃO DOS QUEBRA-MOLAS (engraçado)

O FALSO QUEBRA-MOLAS

12/08/2011

NOVO REFERENDO SOBRE DESARMAMENTO NO BRASIL


Por André Pereira da Silva.


Como seria a disputa entre o bem e o mal? Imagino que o bem iria tentar, com palavras, convencer o mal de que ele deveria ceder. E o mal iria tentar fazer o mesmo, sendo que ao invés de palavras, usaria armas de fogo... Assim, sob uma pragmática ameaça de morte, o bem perderia a disputa, ou a vida. 

Como vemos, a prática do mal requer certo preparo; e a do bem também. O mundo está preparado para viver esses extremos; totalmente com armas e totalmente sem armas? Os cidadãos brasileiros estariam preparados para possuir (e usar) armas? O Estado brasileiro estaria preparado para garantir a segurança de cidadãos armados; ou desarmados? O cidadão está preparado para decidir tudo isso por um referendo? 

Diante deste dilema, resolvi publicar um texto contra o desarmamento que recebi por e-mail. Embora o massacre tenha sido um fato real, não posso comprovar todos os detalhes narrados pelo autor. Entretanto, o inflamado texto está bem escrito e serve para representar a opinião daqueles que são contra o desarmamento. Outros textos, favoráveis ou contra o desarmamento poderão vir para que, criando contraste, possamos amadurecer (ou recrudescer) o voto no referendo que será realizado novamente. Leia:

A cultura de submissão e o massacre na Noruega.
(autor desconhecido)


A primeira morte no massacre da Noruega foi causada pelo maluco assassino. Todas as demais mortes foram causadas pela estupidez dos desarmamentistas, pela famigerada cultura de submissão e covardia propagada por covardes pacifistas com seus ideais "politicamente corretos".



Recapitulando: depois do ataque a bomba contra o escritório do primeiro-ministro, o psicopata atacou a tiros o acampamento de jovens do Partido Trabalhista na Ilha de Utoya, a 40 km de Oslo, deixando mais oitenta e cinco mortos.


Horrível, monstruoso? - Sim. Inevitável? - Não.
Foi o resultado da submissão e covardia, que transformam o cidadão num debilóide incapaz e sempre dependente das instituições do Estado.
Essa ideologia de renúncia ao direito e à capacidade de defender sua família, sua propriedade e sua própria vida torna o indivíduo fraco, submisso e covarde, entregando toda a responsabilidade ao governo, à polícia e ao judiciário, abrindo mão de seus meios de defesa - especialmente as armas. Limita-o a gritar debilmente: "sou da paz" e a pensar que cumpriu seu dever livrando-se do brio e da coragem.


"Não reaja", dizem os maus políticos, a grande mídia e as ONGs pra lá de suspeitas. "Nem olhe para o bandido, para que ele não tema que você o reconheça".  "Nunca ande completamente sem dinheiro, mas sempre leve algum para que o ladrão não fique irritado.
Discurso bonitinho, mas prejudicial. Na prática torna você uma vítima indefesa, dependendo da misericórdia de pessoas de má índole.

O resultado é, cada vez mais frequentemente , ser morta a vítima indefesa, mesmo sem reagir.



O que aconteceu na Noruega? 
Havia 560 pessoas na ilha e apenas um atirador. Ninguém reagiu. Seriam 560 contra um.
Mesmo assim o maluco solitário matou 85 pessoas e saiu ileso e sorridente. O agressor agiu livremente por uma hora e meia sem que ninguém lhe oferecesse qualquer resistência. Todos ficaram aguardando a chegada de um salvador.
Para, pelo menos 85 deles, o salvador nunca chegou (havia um policial dando a segurança e, alegrem-se os pacifistas das ONG's, totalmente desarmado). Foi o primeiro a ser abatido.



Quinhentos e sessenta pessoas entraram em pânico e tentaram fugir sem sequer pensar em reagir, alguns se escondendo atrás de pedras, outros se jogando ao mar, outros se escondendo no banheiro. Outros, paralisados de medo, só não foram abatidos por sorte.

Enquanto o agressor gritava que ia matar todo mundo, passeando entre corpos de vítimas já abatidas, alguns se fingiram de mortos. Houve até quem usasse outras pessoas como escudos humanos, tremendo de medo enquanto seus amigos eram alvejados e seus corpos caiam sobre ele.

Como é possível que ele tenha permanecido uma hora e meia atirando sem que ninguém entre cerca de 560 pessoas tenha gritado "PRA CIMA DELE, TODO MUNDO!"???

Resposta: porque, mais do que no Brasil, na Noruega a população é doutrinada segundo a cultura de submissão e covardia, que a torna incapaz de lutar até mesmo por suas vidas. Deixam-se matar sem combater, como cordeiros, e o lobo nem se importa com o número dos cordeiros.

Entretanto, mesmo alguns animais são capazes de atitudes muito mais dignas, solidárias e coordenadas Enquanto cordeiros e veados procuram apenas fugir, os búfalos, os porcos do mato e mesmo os pequenos macacos prego por vezes atacam em grupo, furiosamente, o agressor de um deles. Não se deixam abater pelo medo. Sua dignidade e sua coragem superaram o temor.

Naturalmente não estariam dispostos a abrir mão de usar suas armas, mesmo que sejam os pequenos dentes do macaco prego.
Agora, se você entra num galinheiro para pegar uma galinha, nenhuma outra o enfrentará. Procurarão apenas salvar a pele. "Cococó, cocorocó, ufa! Não fui eu.".

O que aconteceu no massacre na escola em Realengo?

Aqui, em nosso País, o massacre de Realengo só foi interrompido pela arma de um sargento da PM. Não fosse esse policial, que entrou pelos corredores onde só se ouviam disparos, choros e gritos - o número de vítimas seria incalculável, pois ainda havia muitas crianças para serem mortas e munição não faltava ao psicopata.
Mas tinha um homem que chegou e encerrou a tragédia porque portava uma arma. Era um policial, mas poderia ser um professor, ou qualquer cidadão honesto que portasse uma arma.

Ninguém pode esperar que se coloque um policial em cada sala de aula. Foi sorte aquele policial ter sido encontrado por uma criança a três quadras dali, mesmo assim chegou tarde para doze crianças. Houvesse um policial na escola, certamente o psicopata o teria morto a traição antes do massacre.

Apenas uma cultura de reação e pessoas armadas o poderiam ter evitado.

Ainda em nosso País, há algum tempo atrás, um maluco, estudante de medicina, sob efeito de remédios, iniciou um massacre em um cinema. Não me lembro quantos matou, mas várias pessoas, ignorando o medo, pularam em cima e o dominaram. É assim que se faz;
Melhor teria sido se algumas dessas pessoas honradas estivessem armadas.
Naturalmente a mídia desestimula: É perigoso reagir. Mais perigoso é se deixar matar.

A Noruega, país de população ambientalista, parece ter perdido a referência da realidade na tentativa pacifista de "interagir" com criminosos e animais selvagens, todo mundo é da " paz".

Na Suíça isso teria sido diferente; o psicopata cairia rapinho, morto no chão. A Suíça é um pais pacífico, é, mas o mais armado a nível de cidadania. Pacífico, não pacifista. Tranquilo, não covarde.
Se, na Noruega, um estivesse armado no meio da confusão, a tragédia teria sido menor, mas lá o cidadão não pode ter armas. Nem a polícia. A Noruega é uma das patrocinadoras das ONG's  "Viva Rio" e "Sou da Paz" que atuam no nosso Brasil.

Emblemático, não acham?

Se o desarmamento e o incentivo à "não reação" incentivam o banditismo, complicando a segurança pública, pior ainda é quando se trata da segurança nacional. Aí então é que atrai todas as desgraças. A Noruega, com seu pacifismo e sua debilidade militar, atraiu simultaneamente a invasão britânica e a alemã na II Guerra, e sua capital foi tomada por uma banda de música, enquanto a Suíça ficou sem ser invadida nas duas grandes guerras.

Por que será? - É porque a Suíça reage e sua população é armada. A Noruega, desarmada e pacifista, ou seja, acovardada, é invadida e ocupada.

A Suíça, corajosa e bem armada, conquista o direito de viver em paz. 
Está na hora de pensarmos que tipo de nação queremos ser.
Se queremos ser um grupo de pessoas vestidas de branco, choramingando para conscientizar os malfeitores, se queremos nossos filhos amedrontados, encerrados em casa, ou se os queremos "pisando firme, cantando alto e sorrindo livres".

24/01/2011

PRONTA RESPOSTA ARMADA E CRIMINOSA

Por André Pereira da Silva


Cadê a polícia?


Apesar de comum, o serviço privado de monitoramento de alarmes com Pronta Resposta "Armada" é CRIME no Brasil. A despeito disso, muitas empresas estabeleceram o serviço de monitoramento como norma de trabalho, praticando os crimes de Posse e Porte ilegal de arma de fogo.


Sem fiscalização federal, muitas empresas agem com funcionários sem registro (fixos e eventuais) que se deslocam em “viaturas”, portando armas frias (com numeração raspada) e sem registro, ostentando armas de uso permitido e até de uso restrito das forças armadas...

Como isso é possível? Com o velho jeitinho brasileiro: pagando “proteção” à militocracia corrupta regional. Assim, organizações privadas se confundem à Polícia para implantar um serviço armado, ostensivo e intimidatório. Sem qualquer amparo legal. Assim, oferecem ao mercado consumidor um serviço modernoso e criminoso.

Essa (in)segurança inibe ladrões (e clientes), estabelecendo uma concorrência desleal; prejudicando o mercado da vigilância eletrônica em várias cidades do Brasil.

Embora falte uma legislação específica para o setor, as leis vigentes já proíbem o trânsito de vigilantes armados pelas vias públicas. O trânsito com armas registradas tem que obedecer a rígidos parâmetros legais. Porém, nenhuma lei vigente autoriza a Pronta Resposta armada oferecida pelas empresas privadas de monitoramento de alarmes.

A atuação legal de vigilantes armados está restrita ao interior da propriedade privada do contratante, proibida nas ruas. Um vigilante que trabalha armado (a arma e a munição tem que ser da empresa, autorizada pela Polícia Federal) não pode sair à rua armado sequer para um tomar café na padaria. O vigilante que fizer isso está sujeito a ser preso e responder por porte ilegal de arma; a empresa de vigilância pode ser multada e até perder a suposta autorização.

Fornecedores, clientes, todos podem responder pelos crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo e pelos homicídios que houverem. Esse risco aumenta se o serviço de vigilância for clandestino: empresa sem registro e autorização da PF, com falso vigilante (sem curso preparatório e ATA), com armas sem registro...  Neste caso, o cliente poderá responder até como mandante dos homicídios, por ter contratado grupos armados para executar ilegalmente tais serviços.

Vigilantes privados não têm poder público para atuarem como polícia nas vias públicas, como ocorre na Pronta Resposta a alarmes. Entretanto, visitar o local alarmado desarmado, sem a presença da polícia é um risco para todos, pois existe a possibilidade de confronto com bandidos armados, ainda no local. 


Sem a presença do proprietário, sem as chaves do local e sem acesso interno, esses "vigilantes" só podem fazer uma precária vistoria externa, lá da rua. Mas essa inspeção visual pode ser feita através de um sistema de observação remota, com câmeras diurnas e noturnas. Além de ser legal, é algo bem mais eficiente e eficaz, por poder gravar as imagens...


Se a Pronta Resposta armada é criminosa e perigosa para a sociedade, desarmada ela é inútil para o cliente e perigosa para quem faz o trabalho. Chamar a polícia pelo telefone qualquer um faz, não se precisa de monitoramento para isso. Basta ligar 190...


Porém, a rapidez da resposta da Polícia vai depender do nível local de corrupção e de prevaricação da instituição; dos agentes da segurança pública estarem ou não envolvidos nesses negócios privados ($)...

PESQUISAS DE CONFIANÇA NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

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